
A artista
Graziella Caliman
Sou Grazi Caliman, fotógrafa e idealizadora de projetos que conectam fotografia, arte, cultura e comunidade.
Natural de Conselheiro Pena, em Minas Gerais, descobri ainda na adolescência o poder da fotografia para preservar histórias, memórias e afetos. Minha trajetória profissional começou durante um intercâmbio na Irlanda, quando adquiri minha primeira câmera profissional. Em 2009, de volta ao Brasil, transformei essa paixão em profissão, dedicando-me à fotografia de famílias e casamentos.
Em 2011, mudei-me para Belém do Pará, onde construí, ao longo de dez anos, uma trajetória reconhecida na fotografia de casamentos e famílias, na capital e em diferentes regiões do estado. Hoje, continuo atuando profissionalmente com fotografia de famílias em estúdio.
Foi, porém, a partir da minha aproximação com a Ilha do Combu, em 2017, que a fotografia ganhou uma nova dimensão na minha trajetória.
Em 2018, nasceu a Vivência Combu, projeto criado a partir do desejo de aproximar pessoas da ilha de maneira mais sensível e responsável, valorizando sua cultura, seus saberes, sua natureza e, principalmente, as pessoas que constroem diariamente sua vida e sua história.
Em 2021, tornei-me sócia idealizadora do Aruna, espaço dedicado a vivências e experiências na Ilha do Combu, ampliando as possibilidades de encontro entre visitantes, comunidade e cultura local.
Dessa trajetória também nasceu a galeria Popopô, primeira galeria da Ilha do Combu, criada para dar visibilidade à produção artística, cultural e artesanal da ilha e valorizar os diferentes olhares, saberes e talentos que existem ali.
Outro projeto que ocupa um lugar especial nessa caminhada é O Olhar que Mora Aqui, iniciativa de oficinas de fotografia com crianças do Combu. A proposta é oferecer ferramentas para que elas possam observar, registrar e contar suas próprias histórias a partir de suas perspectivas, fortalecendo identidade, pertencimento e autonomia por meio da imagem.
Hoje, minha atuação acontece no encontro entre fotografia, arte, cultura e educação. Meu trabalho não se limita a registrar histórias: busca criar oportunidades para que novas narrativas sejam construídas, diferentes vozes sejam vistas e os saberes, as memórias e a identidade de uma comunidade sejam preservados e valorizados.
É a partir dessa experiência que apresento novos projetos e busco parceiros que acreditam no potencial da arte e da cultura como ferramentas de transformação, valorização cultural e fortalecimento comunitário.
Mais do que fotografar um lugar, meu propósito é construir, junto com as pessoas que o habitam, novas formas de olhar, contar e preservar suas histórias.

